MORADA DO CABOCLO

12 DE JUNHO, ÀS 19H 

CENTRO CULTURAL JUSTIÇA FEDERAL

Av. Rio Branco 241 – Centro – Rio de Janeiro

Gabinete de Fotografia

Visitação – 13 de junho à 5 de agosto

Terça a domingo, das 12h às 19h 

Com curadoria de Marco Antonio Portela, a exposição traz para o CCJF, 20 fotografias entre quadros e impressões em tecido, além de um filme/projeção.

O ensaio é um estudo imagético sobre o atual contexto das populações tradicionais do semiárido baiano diante do êxodo juvenil e da modernizacão, que se materializa no isolamento dos seus membros incapazes de incorporar novas práticas contemporâneas.  

A série foi premiada na Holanda pelo LensCulture Emerging Talents e chamou a atenção de Katerina Stathopoulou, curadora do MoMA, que selecionou, pelo Life Framer Awards, uma das imagens para exposições em galerias em Tokyo, Nova Iorque e Roma. Além das prêmiações: Centro Cultural São Paulo, CCSP – Mostra Individual 2017, POY Latam Awards, Paraty em Foco 2017 e Foto em Pauta 2017.

MORADA DO CABOCLO

A dinâmica populacional do meio rural no interior da Bahia tem sido marcada pela drástica diminuição da população, principalmente nos últimos 50 anos. O envelhecimento populacional é intensificado pelo êxodo seletivo dos jovens, fenômeno social que marca o período mais recente. 

A falta de perspectiva e a recém chegada infraestrutura no campo, assim como novas tecnologias, possibilitaram uma transformação cultural profunda. A nova geração, agora conectada a novas referências, tende a migrar em busca de oportunidades longe do isolamento e do trabalho árduo na terra. Grande parte da nova geração deseja a inserção na sociedade de classe urbana e contemporânea, como proletário e morador da periferia da cidade, seja ela pequena ou grande.

Diante desse esvaziamento, a velha geração que fica, talvez seja a última representante da cultura tradicional, permeando a sobrevivência longe de seus herdeiros que partiram. Nessa dificuldade de convergência entre o antigo e o novo, muitos escolhem permanecer em seus lugares de origem, perpetuando a relação, mesmo que sozinhos, com seu universo físico e simbólico.

Sobre o autor:

Nascido em 1982, Felipe Fittipaldi é um fotógrafo carioca dedicado a projetos pessoais relacionados a questões sociais e ambientais. Bacharel em jornalismo e pós-graduado em Comunicação e Imagem, atualmente colabora com algumas das principais publicações de notícias nacionais e internacionais, como El País, Editora Abril e National Geographic. Já foi contemplado com prêmios nacionais e internacionais como Lens Culture. Life Framer e POY Latam. Em 2018 foi selecionado pela World Press Photo Foundation – 6×6 Global Talent Program.

www.felipefittipaldi.com

https://www.instagram.com/felipe.fittipaldi/

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