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Fotografos

RGB e CMYK: o que são e quais as suas diferenças

By 12 de novembro de 2025janeiro 14th, 2026No Comments8 min read

Quando falamos em design gráfico, impressão e exibição digital de imagens, é imprescindível entender os modelos de cor RGB e CMYK. Saber em qual desses padrões trabalhar garante que a cor que vemos na tela seja reproduzida com fidelidade — ou o mais próximo possível — no papel ou em plataformas digitais.

O que é o modelo RGB

O modelo RGB — cujas iniciais correspondem a Red (vermelho), Green (verde) e Blue (azul) — é um sistema de cores aditivo, amplamente usado em dispositivos que emitem luz, como monitores, televisores, câmeras digitais e smartphones.

Funcionamento aditivo

Como se trata de um modelo aditivo, a ideia é que as cores vão se somando para formar tons mais claros. Em outras palavras: partimos da ausência de luz (preto) e vamos adicionando luz vermelha, verde e azul para formar outras cores, até chegar ao branco, quando todas as cores estão no nível máximo. 

Aplicações

Esse padrão é ideal para design digital: sites, interfaces, telas, vídeos. Se você está trabalhando com uma imagem que será vista em tela, o RGB é o modelo que fornece a maior gama de cores (ou seja: mais variedade, mais intensidade) — o que permite cores vivas e saturadas. 

Exemplos simples

  • Valor RGB (0, 0, 0) representa preto: nenhuma luz está sendo emitida.
  • Valor RGB (255, 255, 255) representa branco: luz máxima nas três componentes.
  • Mesclando valores intermediários você produz milhões de cores diferentes — por exemplo, em sistemas de 8 bits por canal, são 256 níveis para cada cor, totalizando mais de 16 milhões de combinações.

O que é o modelo CMYK

Por outro lado, o modelo CMYK — da abreviação Cyan (ciano), Magenta (magenta), Yellow (amarelo) e Key/Black (preto) — é um sistema de cores subtrativo, projetado para impressão em papel ou outros materiais físicos.

Funcionamento subtrativo

No modo subtrativo, a cor começa a partir de um substrato claro (por exemplo, papel branco) e as tintas aplicadas absorvem (subtraem) parte da luz refletida. Ou seja: quanto mais tinta, mais escura a impressão. O preto (“K”) é usado porque a mistura de ciano+magenta+amarelo normalmente não gera um preto puro, e também por questões de custo e praticidade. 

Aplicações

O CMYK é o padrão para materiais impressos: jornais, revistas, flyers, cartazes, embalagens. Se o seu projeto vai para impressão física, trabalhar em CMYK (ou converter para ele) desde o início facilita que a cor final fique mais próxima da pretendida. 

Limitações cromáticas

Uma das limitações do CMYK está na gama de cores (o “espectro” de tons) que ele consegue reproduzir: esse espectro é menor que o disponível no RGB. Isso significa que algumas cores muito vivas ou com luminosidade forte vistas na tela podem não ser impressas exatamente iguais.

Principais diferenças entre RGB e CMYK

Vamos resumir agora as principais diferenças de forma clara e aplicável:

Característica RGB CMYK
Tipo de sistema Aditivo (luz) Subtrativo (tinta/pigmento)
Onde é usado Monitores, telas, dispositivos eletrônicos Impressão em papel, materiais físicos
Base de cores Vermelho, Verde, Azul Ciano, Magenta, Amarelo, Preto
Gama de cores Maior (mais cores possíveis) Menor que RGB – algumas cores limitadas
Partida de base Preto → adiciona luz Branco (substrato) → tinta subtrai luz
Conversão Pode perder fidelidade se impresso Ideal já para impressão

Relevância prática

  • Se você cria algo para web, redes sociais ou dispositivos, trabalhe preferencialmente em RGB.
  • Se vai mandar para impressão, abra o arquivo já em CMYK ou converta antes de exportar, e sempre faça testes.
  • Atenção: se você trabalha em RGB e depois converte para CMYK, pode haver perda ou alteração de cores — o que pode gerar desagrado, especialmente em projetos de marca ou impressão em grande escala.
  • No design gráfico profissional, entender esses modos de cor ajuda a evitar “surpresas” de cor, por exemplo, quando uma cor vibrante na tela vira opaca ou cinza na impressão.

Por que a escolha do modelo de cor importa para você

Identidade visual e marca

Se sua marca ou projeto gráfico tem cores específicas (logotipo, material promocional, papelaria), você quer coerência entre o digital e o impresso. Usar o modelo errado ou fazer a conversão incorretamente pode comprometer essa coerência.

Economia e praticidade

Trabalhar em RGB quando o destino é impressão pode gerar retrabalho: cores que não se traduzem bem, necessidade de ajustes ou versões alternativas. Já começar em CMYK ou ter clareza da necessidade evita isso.

Qualidade final do resultado

Materiais impressos de qualidade exigem atenção à fidelidade de cor. Um material mal trabalhado em termos de modelo de cor pode parecer “apagado”, “meio acinzentado” ou “mais escuro” do que o esperado.

Integração entre mídias

Em campanhas que envolvem tanto mídia digital quanto impressa (ex.: redes sociais + flyers + banners), definir desde o início: “que cor vai ser vista em tela?” e “que cor vai ser impressa?” ajuda a padronizar e evitar inconsistências visuais.

Como trabalhar corretamente com RGB e CMYK

No início do projeto

  • Pergunte: qual é o destino final do material? Tela ou impressão?
  • Se for para impressão, defina o documento em CMYK ou ao menos trabalhe sabendo que vai converter.
  • Se for para digital, use RGB e exporte em formatos adequados (PNG, JPEG, WebP).

Conversão e cuidados

  • Se for converter de RGB para CMYK, use perfis de cor adequados, faça provas (amostras impressas) para validar como as cores estão se comportando.
  • Evite realizar mudanças significativas de cor após a conversão — isso pode gerar inconsistências.
  • Lembre-se que nem todas as cores do RGB são possíveis no CMYK — por isso, em alguns casos, ajustes manuais são necessários.

Exportação

  • Para impressão: salve em PDF, TIFF ou EPS, com perfil de cor CMYK e resolução adequada (geralmente 300 dpi).
  • Para web: salve em RGB, com 72 dpi ou 96 dpi, dependendo da plataforma, e com o perfil de cor sRGB para garantir consistência nos navegadores.

Verifique perfis de cor

  • Certifique-se de que o programa de edição (ex.: Adobe Photoshop, Adobe Illustrator) está configurado com o perfil correto (RGB: sRGB ou AdobeRGB; CMYK: padrão da gráfica ou uso comum).
  • A visualização na tela (“soft-proof”) pode ajudar a antecipar como as cores ficarão impressas.

Dicas para fotógrafos, designers e profissionais de imagem

  • Fotógrafos que capturam para web: use RGB e mantenha o arquivo em RGB até a entrega final.
  • Designers que entregam para gráfica: trabalhe em CMYK ou mantenha versões separadas para digital (RGB) e impresso (CMYK).
  • Use formas de converter e comparar: visualizar a mesma imagem em RGB e CMYK lado a lado ajuda a entender mudanças.
  • Atenção aos tons de neon, fluorescentes ou muito saturados: esses tons costumam ser difíceis de reproduzir em CMYK.
  • Em projetos mistos (digital + impressão) defina a cor “mestra” para impressão, já que é mais restrita, e adapte para digital.

Escolher o modelo de cor certo garante resultados profissionais

Entender os modelos de cor RGB e CMYK é fundamental para qualquer pessoa que trabalha com imagem, design ou produção gráfica. Mesmo que o público alvo seja digital ou impresso, tomar a decisão correta desde o início — e manter coerência entre os ambientes — fará uma diferença real no resultado final.

  • RGB: ideal para telas, mais amplo, mais vivo.
  • CMYK: ideal para impressão, mais restrito, exige cuidados.
  • A diferença técnica entre “aditivo” e “subtrativo” traduz-se em impacto visual e prático.
  • Uma boa prática: sempre questionar “qual o destino final deste material?” antes de definir o modelo de cor.
  • E, se for necessário converter de um para o outro, faça testes e ajustes para garantir fidelidade de cor.

Se você está produzindo material gráfico ou digital para seu negócio ou para o seu público, aplicar esse conhecimento evita retrabalho, reduz custos e garante que sua cor seja verdadeiramente a que você visualizou.

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